Guerra dos canudos

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Guerra dos canudos

Mensagem por Bruno em Sab Jan 10, 2009 3:43 am

História da

Guerra de Canudos, o líder Antônio Conselheiro, o messianismo no Nordeste do

início da República,

conflitos sociais na História do Brasil





População miserável do Arraial de Canudos


A

situação do Nordeste brasileiro, no final do século XIX, era muito precária.

Fome, seca, miséria, violência e abandono político afetavam os nordestinos,

principalmente a população mais carente. Toda essa situação, em conjunto com

o fanatismo religioso, desencadeou um grave problema social. Em novembro de

1896, no sertão da Bahia, foi iniciado este conflito civil. Esta durou por

quase um ano, até 05 de outubro de 1897, e, devido à força adquirida, o

governo da Bahia pediu o apoio da República para conter este movimento formado

por fanáticos, jagunços e sertanejos sem emprego.


O

beato Conselheiro, homem que passou a ser conhecido logo depois da Proclamação

da República
, era quem liderava este movimento. Ele acreditava que havia sido

enviado por Deus para acabar com as diferenças sociais e também com os pecados

republicanos, entre estes, estavam o casamento civil e a cobrança de impostos.

Com estas idéias em mente, ele conseguiu reunir um grande número de adeptos

que acreditavam que seu líder realmente poderia libertá-los da situação de

extrema pobreza na qual se encontravam.






Com

o passar do tempo, as idéias iniciais difundiram-se de tal forma que jagunços

passaram a utilizar-se das mesmas para justificar seus roubos e suas atitudes

que em nada condiziam com nenhum tipo de ensinamento religioso; este fato tirou

por completo a tranqüilidade na qual os sertanejos daquela região estavam

acostumados a viver.






Devido

a enorme proporção que este movimento adquiriu, o governo da Bahia não

conseguiu por si só segurar a grande revolta que acontecia em seu Estado, por

esta razão, pediu a interferência da República. Esta, por sua vez, também

encontrou muitas dificuldades para conter os fanáticos. Somente no quarto

combate, onde as forças da República já estavam mais bem equipadas e

organizadas, os incansáveis guerreiros foram vencidos pelo cerco que os

impediam de sair do local no qual se encontravam para buscar qualquer tipo de

alimento e muitos morreram de fome.



O massacre foi tamanho que não escaparam idosos, mulheres e crianças.


Pode-se

dizer que este acontecimento histórico representou a luta pela libertação dos

pobres que viviam na zona rural, e, também, que a resistência mostrada durante

todas as batalhas ressaltou o potencial do sertanejo na luta por seus ideais.

Euclides da Cunha, em seu livro Os Sertões, eternizou este movimento que

evidenciou a importância da luta social na história de nosso país.


Conclusão

: Esta revolta, ocorrida nos primeiros tempos da República, mostra o descaso

dos governantes com relação aos grandes problemas sociais do Brasil. Assim

como as greves, as revoltas que reivindicavam melhores condições de vida (

mais empregos, justiça social, liberdade, educação etc), foram tratadas como

"casos de polícia" pelo governo republicano. A violência oficial foi

usada, muitas vezes em exagero, na tentativa de calar aqueles que lutavam por

direitos sociais e melhores condições de vida.

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